Análise | Dying Light 2: Stay Human é um jogo de sobrevivência raiz

Permaneça humano, custe o que custar

Fazer a análise de Dying Light 2 foi prazeroso para mim. Embora eu não tenha jogado o primeiro game, eu estava bastante ansioso pela a sequência de apocalipse zumbi da Techland. Todo esse interesse aconteceu por causa da campanha de marketing e trailers que demonstraram como esse título poderia ser promissor e interessante.

Em Dying Light 2 nós temos um novo protagonista, Aiden, um peregrino que acabou de chegar na cidade de Villedor. Ele tem dois objetivos em mente: encontrar sua irmã e um misterioso homem chamado Dr. Waltz. Durante sua caminhada ele é mordido por um dos infectados, mas acaba sendo salvo por Hakon, um residente de Villedor. A partir daí começa a história de nosso novo sobrevivente.

Jogabilidade

O gameplay de Dying Light 2 é baseado no parkour, ou seja, você se movimenta por cima de telhados, escala paredes, pula de parapeitos, etc. O mapeamento dos comandos foi configurado de maneira específica para atender as necessidades do jogo, por isso, o layout dos botões é diferente de outros títulos em primeira pessoa. O estilo de gameplay me lembrou o saudoso Mirror’s Edge, diga-se de passagem.

Como um bom Action RPG você deve investir na sua árvore de habilidades, que é dividida em duas linhas, o Combate e o Parkour. Embora os nomes sejam autoexplicativos não custa comentar um pouco, então vamos lá. Em Combate você encontrará técnicas de esquiva, aumento de dano com furtividade. No Parkour os pontos ajudam a melhorar sua velocidade, precisão, salto e até mesmo a andar pelas paredes.

Mas a construção de “build” não para por aí. Também existem armas, equipamentos (entenda como armadura) e acessórios que melhoram sua resistência e poder de ataque. E caso a dificuldade escolhida não esteja do seu agrado, não se preocupe, você pode trocá-la a qualquer momento.

Confesso que levei um tempo para me adaptar ao estilo do jogo, principalmente por não ser possível alterar o controle para um layout padrão. Levei alguns tombos no parkour e tive mortes estúpidas até pegar o jeito, mas depois que mestrei os comandos deitei os bichões na porra sem dó. A dica fundamental para qualquer iniciante é: leve sua barra de stamina a sério, pois sem ela você já era.

Mundão aberto

O mapa de Dying Light 2 não é pequeno e tem muita coisa para se fazer. A jogatina é dividia em missões primárias e secundárias, que você tem a liberdade de cumprir na ordem que preferir. Não é uma surpresa dizer que nem toda side quest é interessante, certo? Existem algumas bem legais, que até adicionam conteúdo a história, mas outras são extremamente basilares e no fim das contas você só irá cumpri-las para pegar sua recompensa. O ponto positivo é que as missões não são rotineiras e você precisará usar diferentes táticas de gameplay para terminar as operações escolhidas.

Eu gastei cerca de 30 horas para “fechar” o jogo, mas se você quiser correr atrás de tudo que dá para fazer eu acredito que a experiência final deve demandar umas 50 horas, ou mais, caso você jogue no hard, por exemplo.

Desempenho no Xbox Series S

Atualmente Dying Light 2 tem duas opções gráficas: Qualidade e Desempenho. No modo Qualidade o jogo roda com melhores gráficos e frame rate travado a 30 quadros, já no modo Desempenho o game passa por uma perda de detalhes/resolução, mas roda a 60FPS. Até o momento da publicação desta análise ambos os modos sofrem de screen tearing, isto é, aquela onda que aparece na tela quando o game não consegue atualizar a taxa de quadros junto com a TV/monitor.

Na minha jogatina isso aconteceu com maior frequência em ambientes abertos, com incidência mais notável nos locais rodeados pela natureza. Por causa disso eu optei por jogar grande parte do tempo no modo Qualidade, pois ele é mais estável, tendo menos screen tearing e, além disso, ser mais bonito. Essa questão técnica não atrapalha a experiência final, mas não deixa de ser perceptível.

Para além disso, Dying Light 2 é um jogo bonito, com riqueza em detalhes e loadings rápidos. A dublagem em português também surpreende, principalmente por ter um elenco de primeira não apenas nos papeis principais.

Veredito

Dying Light 2 é um jogo com campanha decente, exploração divertida, tem muito conteúdo extra, sendo um prato cheio para os amantes de loot. Não é todo dia que chega no mercado um título com essa qualidade e solidez nas mecânicas de gameplay e enredo.

Existem pontos a desenvolver para a versão de Xbox Series X|S, mas nada que tire o brilho do estado atual do jogo. Não é necessário ter jogado o primeiro Dying Light para entender que a Techlando desenvolveu esse game pensando nos fãs e também naqueles que se divertiram com Dead Island. Se você gosta de zumbis, lutar pela sobrevivência, lootear, montar builds e explorar mundos perigosos, o Dying Light 2 é feito para você.

Nota: 8,5

A Techland forneceu uma cópia de Xbox Series X|S para a realização desta análise.

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