Análise | Elex II tem boas ideias, mas é uma aventura mediana

Encare uma jornada no planeta Magalan

Eu não tive a oportunidade de jogar Elex, mas estava ansioso para colocar as mãos em Elex II. O motivo? O game me pareceu diferente e, mesmo não tendo me aventurado no primeiro, eu esperava encontrar um mundo interessante na sequência desenvolvida pela Piranha Bytes. Acompanhe a seguir as minhas impressões do mais novo RPG, que está disponível para PC, PS4 e Xbox One.

Premissa

O título se passa no planeta Magalan, numa realidade pós-apocalíptica. Basicamente o planeta foi atacado por um fenômeno natural cósmico, que trouxe para a “terra” deste universo um recurso natural extraterrestre chamado Elex. Consequentemente, este impacto causou destruição, o que desencadeou outras tragédias sociais.

 

Como em todo estado anárquico, os poucos sobreviventes se organizaram em facções distintas, cada uma com sua crença particulares em relação ao uso do Elex. Por exemplo, Os clérigos criaram sua própria religião, os Outlaws só pensam em tirar vantagem da situação e até criam drogas através do Elex, já os Berserkers desprezam a tecnologia e usam o Elex para criar mana e usar magia. E como esperado, eles não se entendem e brigam entre si para conquistar mais fonte de suprimentos.

Você o assume o papel de Jax, o protagonista do primeiro jogo e que está no meio dessa confusão. As decisões que você toma ao longo da história em relação aos personagens e facções irá decidir algumas coisas, inclusive o curso da história.

Gameplay

Elex 2 não é um game pequeno. Eu levei cerca de 40h pra completar a campanha na dificuldade normal, mas se você é um caçador de conquistas/troféus é provável que você gaste umas 65 horas para fechá-lo. Ele tem uma árvore de habilidade bem interessante, o que permite explorar diferentes formas de gameplay.

O que desaponta é a qualidade da jogabilidade. O combate é travado e simplificado. Eu me senti jogando um game de PS3/X360 remasterizado. É uma pena que tenham investido menos na parte vital do jogo. Embora o combate seja discreto no começo do jogo ele se torna fundamental a medida em que se avança na história. A Inteligência Artificial dos inimigos também não ajuda muito, ou seja, é fácil vencer as batalhas e dificilmente você se sentirá ameaçado em algum momento pelos inimigos.

Gráficos

Eu tive a oportunidade de jogar Elex 2 no Xbox Series S. Embora estivesse jogando na nova geração eu não senti que o game se aproveita do hardware do console. Tirando o tempo de loading, que é bem rápido, ele parece uma versão de Xbox One/PS4. Comparando com a versão de PC é perceptível que os portes para videogame estão anos luz de distância no quesito qualidade.

Não me entenda mal, seria hipocrisia dizer que o game é feio, pelo contrário, ele tem uma identidade forte, mas levando em consideração o que outras desenvolvedoras tem feito, a versão de Xbox me pareceu datada.

Além disso, outro ponto negativo é a ausência de dublagem e legendas em português. Um action RPG com sistema de escolhas e diálogos tão extensos merecia localização em pt-br. Essa falta de acessibilidade torna o game impossível para muitas pessoas.

Veredito

Elex 2 é um action RPG nos moldes de Mass Effect e Dragon Age. A proposta é interessante dá para perceber que a Piranha Bytes tem talento para fazer jogos ainda maiores. Com um pouco mais de investimento a experiência mediana de Elex 2 poderia ser uma jornada AAA.

É o tipo de jogo que você deve abraçar sem ligar pro enredo, e embarcar na aventura pensando apenas no combate, builds possíveis de montar e no mundo a ser explorado. Ideal para uma diversão menos exigente. Mesmo assim eu não diria que vale o preço cheio, o ideal seria esperar uma promoção.

Nota: 6

Uma cópia foi fornecida pela THQ Nordic para a realização desta análise.

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