Análise | Voice of Cards: The Isle Dragon Roars traz RPG de mesa para os consoles

Roles seus dados pra testar sua sorte

O RPG de mesa é responsável por um imenso legado que influencia até hoje filmes, desenhos, literatura e a cultura pop. Além disso, ele é o pai dos RPGs que jogamos nos videogames.

Yoko Taro, juntamente de outros veteranos que trabalharam em Drakengard e NieR, decidiram se reunir para criar um jogo que faz o inverso: levar a experiência de mesa para os games virtuais. Assim nasceu Voice of Cards: The Isle Dragon Roars, que está disponível para PC, PS4 e Nintendo Switch.

Apresentação

Logo após o tutorial você é apresentado ao seu personagem. Não é possível personalizar a sua aparência, mas você pode dar a ele o nome que quiser, pelo menos. O herói também conta com um pequeno companheiro, o monstrinho chamado Mar.

Você e seu amigo Mar estão numa jornada heroica, cujo objetivo é matar um dragão que está ameaçando o reino da Rainha Nilla. Mas é claro que existem outros guerreiros focados nesta missão, pois há uma bela recompensa para àqueles que derrotarem a fera. Ao longo da jornada você encontrará outros aventureiros e poderá editar a sua party para alcançar a melhor estratégia de acordo com o seu estilo de gameplay.

Conheça o Game Master

O jogo inteiro é guiado por um homem chamado Game Master. Um personagem que só conheceremos pela sua voz. Assim como nos RPGs de mesa ele é o responsável por narrar a história e nos dizer o que está acontecendo. Em alguns momentos você interage com Game Master, podendo escolher que atitude vai tomar perante determinado evento ou rolar dados para saber se vai tomar um dano ou não.

A fórmula de Voice of Cards é baseada na relação que o jogador cria com o Game Master e, infelizmente, ele não é dublado nem legendado em pt-br. Logo, aqueles que não entendem inglês não conseguirão estabelecer esta conexão mais profunda com o jogo.

Jogabilidade

O mapa do jogo é um grande tabuleiro com cartas viradas para baixo. A medida em quem você avança, estas cartas são desviradas e podem revelar personagens, eventos aleatórios ou um grupo de inimigos.

As batalhas são definidas em jogos de cartas no formato de turnos. Seus personagens tem ataques simples e especiais, que podem exigir gemas ou rolagem de dados para serem executados e/ou definir a quantidade de dano. O objetivo é destruir as cartas inimigas antes que elas eliminem a sua party.

A jogabilidade é simplificada e bastante intuitiva, por isso a curva de aprendizagem é rápida. O jogador deve mesmo é se preocupar com o gerenciamento de gemas, pois são responsáveis pelos ataques de maior peso, e também com os pontos fracos de cada inimigo, para não gastar poder de fogo de maneira desnecessária e conseguir ser o mais breve possível ao eliminar um monstro.

Caso você esteja insatisfeito com o atual set ou status da party, não tem problema. É possível comprar acessórios nas cidades e upar todos os personagens com armaduras e armas. Não é possível alterar o design das cartas de acordo com os novos itens, mas você pode acompanhar todas as mudanças de poder, defesa, etc. no menu do game.

Veredito

Voice of Cards é um jogo de carta simples que tenta colocar o jogador como participante de uma mesa de RPG. O Game Master te guia todo o gameplay, sendo seu amigo e mentor. Seu papel é ouvir a história, explorar o mundo do game, fazer certas escolhas e batalhar contra monstros.

Assim como os outros games de Yoko Taro a experiência de Voice of Cards é diferenciada, sendo marcada pela atuação do Game Master e também pela trilha sonora impecável. Estamos falando de um jogo simples, que oferece o básico, mas que ainda sim consegue de destacar pelo jeito que é apresentado.

Existe um potencial neste título e seria muito bom ver isso ser explorado futuramente em expansões, sequências ou até mesmo games mobiles.

Nota: 7

A Square Enix forneceu uma cópia de PlayStation 4 para a realização desta análise.

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