Análise | Xuan Yuan Sword 7 cumpre o necessário para não decepcionar

Esta é a primeira vez que um jogo da franquia chega ao ocidente

Durante muito tempo o meu contato com o mercado asiático de games se limitava aos títulos do Japão. Nos últimos anos isso mudou, pois graças ao Android e o iOS tivemos a oportunidade de conhecer grandes títulos do oriente. E mais recentemente os videogames também estão sendo agraciados com verdadeiras hidden gems, como é o caso de Xuan-Yuan Sword 7 (XYS7).

Eu não conhecia essa franquia taiwanesa, mas fiquei muito curioso quando vi o primeiro gameplay de Xuan-Yuan Sword 7 e ainda mais animado quando descobri que ele seria lançado para o Xbox One. Embora seja o 7º título, a história é perfeitamente compreensível, pois cada jogo tem um enredo fechado, algo parecido com o que acontece em Final Fantasy.

Mas do que se trata Xuan-Yuan Sword 7?

Este jogo é um RPG de ação de mundo semiaberto com quests primárias e secundárias. Toda a história é baseada na mitologia e chinesa e também em eventos reais. No game você controla Taishi Zhao, um nobre que viu sua família ser destruída, e agora luta para proteger sua irmã. No meio da jornada novos amigos serão feitos e muitos desafios superados.

A progressão é baseada em avançar pelo mapa, enfrentar uma horda de inimigos que estão pelo caminho e chegar ao chefão. Eventualmente alguns puzzles (não tão fáceis) serão aplicados e o nível dos inimigos irá subir.

O combate é muito fluido e fácil de mestrar. Com mais ou menos três horas de game já não havia mais nada para se aprender do gameplay, eu só precisei aperfeiçoar o que o jogo tinha me ensinado. O segredo para manter um combate decente é variar entre as técnicas que são adquiridas ao longo do jogo e focar na sua defesa.

O verdadeiro desafio são os chefões. No modo normal o combate é “ok”, você morrerá uma vez ou outra, mas nos níveis acima a coisa fica feia… de um jeito desbalanceado para ser honesto. O que é perfeito para os fãs de games difíceis.

Um pouco da experiência

Como eu disse anteriormente, ele é um RPG de ação, mas de mundo semiaberto. Em outras palavras, não é possível explorar grandes áreas, como em The Witcher, por exemplo. Trata-se de cenários amplos que são interligados entre si. Se você já jogou Darksiders sabe do que estou falando.

A direção de arte do jogo é muito boa. Os cenários são vívidos e ricos em detalhes, dentro do possível. A estética é muito parecida com o que é visto atualmente nos filmes mitológicos chineses disponíveis da Netflix. As roupas dos personagens centrais ostentam ornamentos e visuais exóticos enquanto as ambientações se destacam por tentar replicar a simplicidade da era feudal. E mesmo estando abaixo do padrão dos games lançados atualmente a experiência visual agrada bastante.

Um ponto negativo é a ausência de localização para português do Brasil. Em pleno 2021 ver um RPG não ser ao menos legendado para o nosso idioma é de se surpreender. Por ser o primeiro investimento da saga no ocidente a tradução para o bom e velho tupiniquim faria toda a diferença na “carta de apresentação”.

Conclusão

Xuan-Yuan Sword 7 não é AAA e também não é Indie, é um game que está no meio termo da indústria. O jogo tem uma proposta madura, entretanto precisa melhorar algumas coisas, como a inteligência artificial dos inimigos básicos, calibragem da luz em alguns pontos do cenário, tempo de loading e adição da localização pt-br (por favor!).

Ele é uma das poucas oportunidades que temos de embarcar de vez na cultura asiática que vai além do Japão. Além disso, o título tem um combate decente, um sistema legal de upgrade e uma história divertida sobre laços familiares e o poder da amizade. No fim das contas os pontos positivos são mais relevantes e por isso é mais do que indicado.

Nota: 7

Uma cópia para Xbox One foi fornecida pela publicadora para a realização desta análise.

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